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Wednesday, February 16, 2011

Toward a World of Dignity for All: The Triumph of the Creative Life (2011) | Daisaku Ikeda

http://www.daisakuikeda.org/main/peacebuild/peace-proposals/pp2011.html

Daisaku Ikeda believes peace is not merely the absence of war, but a human imperative achieved through persistent, proactive dialogue, cultural exchange and a shared understanding of our common humanity.

Wednesday, November 18, 2009

O real propósito do budismo

Peço licensa para comentar um tópico que li recentemente sobre o real propósito do budismo.

No ocidente em primeiro lugar propagaram-se ensinos do Budismo Zen, práticas de meditações realizadas por artistas ficaram conhecidas e trouxeram uma impressão distorcida desta prática. Alguns acreditam que o budismo é uma filosofia que busca uma paz interior, que não é uma religião, algo distante da realidade diária.

Muito pelo contrário o budismo é uma religião prática para ser aplicada e ter efeitos no dia-a-dia.

Encontramos este ensino no Budismo Nitiren, que eu pratico a 23 anos.

Transcrevo abaixo trecho da explanação feita por Daisaku Ikeda, presidente da SGI, do Escrito de Nitiren, Abertura dos Olhos:

O real problema inerente a isso tudo, obviamente, são as idéias distorcidas que existiam na sociedade sobre o budismo. As pessoas, em geral, viam o budismo como um ensino que aspirava atingir um estado de total paz interior, conhecido o nirvana. Isso alimentou uma tendencia ao escapismo do mundo real, tornando-se comum que os praticantes budistas se isolasse em retiros ou nas montanhas. Essa filosofia incitava as pessoas a almejar uma utopia ou um paraiso afastado deste mundo de sofrimento. Enquanto permanecessem apegadas a essas visões, não conseguiriam reconhecer o espírito, a essência da prática budista.

O budismo genuíno não anseia por uma utopia em algum reino imaginário. Ao contrário, é uma filosofia que busca transformar a realidade e que aspira à construção de um mundo ideal, aqui mesmo, neste conturbado mundo saha. O foco do budismo é despertar as pessoas para seu poder inato, capacitando-as a desenvolver a força espiritual para superar quaisquer tempestades que venha encontrar no cotidiano.

A essência do budismo, em certo sentido, não está na busca de uma vida plácida como um lago de águas paradas, mas no estabelecimentode um um estado de vida tão sólido e vasto, impossível de ser destruído mesmo pelas ondas mais bravias. Embora almejemos um felicidade modesta, uma situação em nada de mal ocorra, é impossível evitarmos ser golpeados pelos ventos e pelas ondas tempestuosas. Na realidade, as pessoas somente podem assegurar a própria felicidade cultivando sua força interior para avançar intrepidamente, através do turbilhão da escuridão fundamental e do carma. Nesse sentido, a felicidade somente é encontrada em meio à luta.

Construir uma felicidade genuína para si e para os os demais implica, necessariamente, combater as ideologias errôneas e as crenças distorcidas que submetem as pessoas ao sofrimento.

Explanação Abertura dos Olhos, Daisaku Ikeda, tradução Elizabeth Miyashiro, pag. 272

Saturday, November 07, 2009

Preparando a 12ª Reunião de Líderes dos Jovens da Nova Era

Realizaremos amanhã a 12ª Reunião de Líderes dos Jovens da Nova Era.

Agora atuando na Região Metropolitana da Vila Ema será a primeira que vou participar.

O ponto alto será o estudo da "tese sobre o estabelecimento do ensino correto para a faz da nação", de Nitiren.

Hoje li na Nova Revolução Humana volume 4, Capítulo Pacificação da Terra, o seguinte trecho:
" - Se uma pessoa busca segurança e tranquilidade para asua vida, deve, antes de mais nada, orar pela paz e bem-estar da sociedade - este é o significdo da frase. Expressa também , claramente, a atitude que deve ser tomada por todos os budistas: orar e lutar pela construção da paz e prosperidade social, pela solução dos sofrimentos das pessoas, sem nunca se isolar no mundo individual para apenas buscar as satisfações pessoais. Este é o caminho humano, o caminho de todos que professa uma religião. O budismo não exite longe da sociedade. Uma religião que se distancia dela e prega apenas a busca do paraíso numa outra existência, já é uma religião morta. Não é mais uma religião na sua verdadeira acepção e em nada pode ajudar as pessoas...

Thursday, November 05, 2009

General Tigre de Pedra

Olá amigos ... (ou se preferirem: Estimados companheiros [rsrsrs])

Esta semana enfrentando alguns desafios profissionais recordei-me desta história e foi fator de grande alegria poder aplicá-la no meu cotidiano.

Por isso hoje vou citar um tópico dos ensinamentos budistas que também tem conotação de liderança e convicção na concretização de nossos objetivos/metas pessoais, empresariais e/ou profissionais.

Independente da religiosidade, acima de tudo, trata-se de um aprendizado filosófico que vale a pena colocar em prática, podem ter certeza.

Trata-se do General Tigre de Pedra.

Em um discurso de meu mestre, Daisaku Ikeda consta:Nitiren Daishonin era muito bem versado não apenas nos Registros do Historiador como também numa ampla gama de obras históricas chinesas. O relato do General Tigre de Pedra que aparece no escrito de Nitiren com esse mesmo título foi extraído dos Registros do Historiador. Quando um general cuja mãe havia sido devorada por um tigre confundiu uma rocha com esse animal, atirou com tanta vontade de vingar a morte da mãe que a flecha se cravou na pedra. Mas ao perceber que era uma pedra e tentar atirar nela novamente, a flecha não mais penetrou a rocha.

Alguém já se deparou com uma situação que imaginava ser impossível de transpor? Uma tarefa que precisava finalizar e não via alternativas?

Certamente sim e várias vezes.

E mesmo sem saber como ... conseguiu, conseguiu realizar o que poderia parecer inimaginável inicialmente, assim como o feito do general que fez flecha penetrar na pedra.

Mas o que havia de especial para nós conseguirmos e para o general também?

Havia uma grande motivação. Isso mesmo motivação, mas não precisa parar de ler, pois não é apenas uma motivação financeira ou a pressão que nos faz realizar algo, mas principalmente nossa motivação interior.

O que moveu o general a atacar a rocha pensando ser um tigre foi seu grande desejo de vingança pela perda da mãe. Algo totalmente subjetivo, individual, quase inexplicável.

E então! Qual o seu GRANDE DESEJO?

Concluindo ... quando temos uma motivação pessoal, individual, subjetiva conseguimos realizar algo inatingível aos olhos das outras pessoas. É muito mais forte do que sermos movidos pela pressão de um gerente, por exemplo. É algo que parte de "mim mesmo".

Isto pode e deve ser aplicado no ambito profissional.

Um abraço.


Glossário do Budismo: GENERAL TIGRE DE PEDRA (m. 119 a.C.) : Li Kuang (m. 119 a.C.), general que serviu ao imperador Wu da dinastia Han anterior e era exímio no arco e flecha. Dizem que, certa vez, quando estava caçando, ele confundiu uma rocha no chão com um tigre e acertou-a com uma flecha. Ao perceber que, na verdade, seu alvo era uma pedra, o general ficou surpreso ao ver que a ponta da flecha havia penetrado na pedra. A partir desse dia, ele ficou conhecido como General Tigre de Pedra. Segundo uma versão posterior desse episódio, o pai de Li Kuang (sua mãe, de acordo com outra fonte) havia sido morto por um tigre. Li Kuang confundiu uma rocha com o tigre que havia matado seu pai e acertou-a com uma flecha.